sábado, 24 de dezembro de 2011

que presente?

Me perguntaram qual presente eu pedi para o Papai Noel.
Sem pensar, respondi nenhum.
Em seguida, refletindo sobre a resposta, expliquei que em 2011 foram tantos os presentes, a ajuda, o socorro que não havia nada a solicitar ao bom velhinho. Não para mim.
Qualquer coisa que me vinha a cabeça, não era imprescindível. Seria bom, mas não essencial. E já que os economistas tem aconselhado a não fazer dívidas e eu acho que já estou devendo a Deus e, portanto ao Papai Noel, melhor calar.
Tenho pedido por minha família.
Minhas irmãs que vão para suas novas casas, a sobrinha que também vai mudar, o filho mais velho em época de vestibular, o mais novo na pré adolescencia.
Pelos amigos, que deram demostrações gigantescas de companheirismo, afeição, sinceridade.
Bom, verdade verdadeira posso pedir sim, uma coisa: paz. Essa mesma que estou sentindo agora. Essa sensação de realização, tranquilidade, sossego.
Então, refaço minha resposta.
Peço ao Papai Noel que nos traga paz. É mais do que o suficiente.
Feliz Natal

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

QUERO SER UM TELEVISOR

A professora Ana Maria pediu aos alunos que fizessem uma redação e que
nela escrevessem o que eles gostariam que Deus fizesse por eles. À noite,
corrigindo as redações, ela se depara com uma que a deixa muito emocionada.

O marido acaba de entrar, a vê chorando e diz:

- O que aconteceu?

Ela responde:

- Leia.

Era a redação de um menino.

"Senhor, esta noite eu lhe peço algo especial: me transforme em um
televisor.

Quero ocupar o seu lugar. Viver como vive a TV de minha casa. Ter um
lugar especial para mim, e reunir minha família ao redor... Ser levado a
sério quando falo... Quero ser o centro das atenções e ser escutado sem
interrupções nem questionamentos.

Quero receber o mesmo cuidado especial que a TV recebe quando não
funciona.

E ter a companhia do meu pai quando ele chega em casa, mesmo que esteja
cansado. E que minha mãe me procure quando estiver sozinha e aborrecida,
em vez de me ignorar. E ainda que meus irmãos "briguem" para estar comigo.

Quero sentir que a minha família deixa tudo de lado, de vez em quando,
para passar alguns momentos comigo. E, por fim, que eu possa divertir a
todos.

Senhor, não lhe peço muito... Só quero viver o que vive qualquer
televisor!"

Naquele momento, o marido de Ana Maria, chocado, comenta:

- Meu Deus, coitado desse menino! Nossa, que coisa, esses pais...

E ela, em lágrimas, lhe responde:
- Essa redação... é do nosso filho.



Não sei quem é o autor!

domingo, 11 de dezembro de 2011

É realmente uma vergonha

Primeiro foi o meu filho mais novo. Quebrou o pulso em dois lugares ao cair do beliche, à 1h30. Na Sta. Casa, sem ortopedista, o clínico geral deu remédio contra a dor e mandou para casa. "Volte as7h quando o ortopedista chega para analisar uma radiografia e decidir se opera ou só engessa"!!!
Depois foi o vez do filho mais velho. Inflamou o joelho num queda, num sábado 22h30. Esperamos o ortopedista até as 7h!!!
Hoje, foi a vez da irmã.
Joelho torcido, a médica do Hospital Escola informou que alí não há ortopedista. 
Na UNIMED também não!
Nem na Santa Casa.
Em casa, ela fez compressa com gelo e chorou de dor à tarde e à noite.
Quem entre os administradores da saúde PÚBLICA E PARTICULAR vai ter saco roxo o suficiente para OBRIGAR esse super médicos ortopedistas a cumprirem seus PLANTÕES DENTRO da unidades de saúde?????
É uma PALHAÇADA!
No SUS eles recebem para só aparecer no trabalho em caso de fratura exposta e risco de morte. E no particular, que NÓS PAGAMOS CARO, simplesmente não existe o serviço!
Quando isso vai acabar?
Quando TODOS os envolvidos vão agir com responsabilidade?
ESPERAR com dor uma noite inteira é tortura!
O que esses PLANTONISTAS fazem quando recebem prá ficar em casa? No final de semana que é justamente quando mais acontecem acidentes.
Queria ver a reação deles chegando na Sta. Casa e tendo que esperar ATÉ AS 7H pelo colega plantonista enquanto o filho chora de dor!!!
Vamos criar vergonha na cara, pelo amor de Deus!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Deletando a escola

JOSÉ DE SOUZA MARTINS, SOCIÓLOGO, PROFESSOR EMÉRITO DA USP, É AUTOR DE A POLÍTICA DO BRASIL LÚMPEN, MÍSTICO (CONTEXTO 2011) - publicado em  estadão.com.br
É um enorme equívoco atribuir, na disciplina de português, a uma menina de 12 anos a tarefa "escolar" de entrar em sites de relacionamento, com pseudônimo, para atrair um pedófilo e com ele entabular conversação, ainda que sob supervisão dos pais. Essa desorientação pedagógica só não foi adiante porque encontrou uma barreira na própria criança e em sua mãe, que foram pedir explicações à diretora da escola. O caso torna-se, em si mesmo, menos grave do que parece porque foi sugerida pela professora, por escrito, a supervisão dos pais. Eles poderiam decidir, portanto, contra a proposta, como decidiram. A proposta continha essa cautela, sabendo a professora que entrava em terreno de risco e dúvida. Mas o alarma pôs em ação a rede de vigilância que nos cerca a todos, cada vez mais, e funciona menos no interesse da menor envolvida do que em função das metas próprias de tudo que é burocrático nas agências de controle social. Nesta altura, aquela específica criança já não tem a menor importância. Começa aí a lenta agonia de todos, sobretudo a dela própria, nas complicadas investigações que já começaram e levarão a lugar nenhum, quando muito ao ponto de partida, o erro da opção pedagógica. Nos velhos tempos da escola risonha e franca, isso teria sido resolvido com uma advertência.
No entanto, o caso de São Carlos evidencia mais um componente da crise da escola e não especificamente daquela escola e daquela professora. A escola desautorizada nas tradições propriamente pedagógicas, no confronto das novas tecnologias que com ela disputam precedência e autoridade. A associação entre escola cada vez mais frágil e internet cada vez mais poderosa tem produzido deformações na educação, sob a fantasia do acesso fácil ao conhecimento respeitável. Tarefas escolares podem ser "cumpridas" mediante simples recortes e colagens, sem esforço intelectual do aprendiz e sem aprendizado. Já se disse que a internet aceita tudo. Pode ser um poderoso instrumento de educação, na difusão da informação, da arte, da literatura e da ciência. E pode ser um poderoso instrumento de perversão, até na fraude em relação aos deveres escolares e não apenas em relação ao episódio que motiva este comentário.
As tecnologias de comunicação instantânea tornaram-se acessíveis a qualquer um, tanto ao professor seguro quanto ao professor ingênuo, tanto ao aluno ancorado na estrutura da família quanto ao desprotegido. O computador pessoal, que revolucionou o acesso à informação e o cotidiano dos processos interativos, revoluciona, sim, a vida social, altera padrões de sociabilidade, aniquila valores sociais e inaugura valores invasivos, permanentemente provisórios. Essa a grande e complicada mudança. Os valores consolidados pela longa duração da vivência social vão sendo substituídos por valores de ocasião. Os relacionamentos são descartáveis e deletáveis. O verossímil está ocupando o lugar do verdadeiro. O computador tornou-se meio de violência contra nossa já precária concepção de liberdade e de direito, mesmo que seja também um meio de afirmação de nosso direito à opinião própria.
O computador torna obsoleta a velha pedagogia voltada para o primado do bem comum, do direito regulado pelo dever em relação a pessoas de carne, osso e sentimentos. Ele facilita a vida, mas também suprime a alteridade que nos ensina a nos reconhecermos no outro. Somos agora os filhos da solidão profunda que há na alteridade virtual e falsa. De certo modo, está morrendo aquele que nos diz quem somos.
O problema ocorrido em São Carlos nos fala da docente parcialmente privada das referências de um temor preventivo e de segurança, na cautela tão necessária em relação ao desconhecido, ao incerto e não sabido. O caso expõe a desatenção quanto ao que vem antes e depois. Temos visto dolorosos e trágicos episódios de invasão desse território especial do encontro de gerações, que é a escola, pelo imaginário sem referências sociais concretas. Nele não há nem mesmo distinção entre vida e morte, como se viu no caso recente de São Caetano, o de um menino que atirou na professora e descobrindo ali, aterrorizado, que a arma pode matar, matou-se.
Estamos em face do achatamento cultural que há na privação de consciência crítica, na homogeneidade forjada, que suprime a consciência dos perigos reais da promiscuidade viabilizada pela supressão das barreiras protetivas que definem o que é próprio e impróprio. A professora equivocada é ao mesmo tempo vítima dessa nova cultura de falsas equivalências, que embaralha no livre acesso o louvável e o condenável, que deleta o real mediante um simples toque de tecla.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Dia Mundial para a Prevenção do Abuso e da Violência Contra as Crianças e Adolescentes

Depois de 10 anos, o Dia Mundial para a Prevenção do Abuso e da Violência Contra as Crianças e Adolescentes, criado pela WWSF e comemorado todo 19 de novembro, convoca uma coalizão de atores e parceiros internacionais para a campanha de 19 Dias de Ativismo.
De 1 a 19 de novembro, todos os parceiros estão marcando o Dia Mundial com atividades locais ou nacionais, mencionando o Dia Mundial em suas publicações e em seus portais na Internet, assim como distribuindo cartazes, programas educativos e informações, além de criar vínculos com outras associações locais de promoção e de proteção dos direitos da criança.
A meta é transformar a sociedade para mobilizar os agentes de prevenção, a fim de criar consciência e apoio de todos na busca das melhores medidas de prevenção nacional, regional e internacional.
Participe.
Publique no seu blog, no twitter, no face, onde vc puder.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Mensagem da Quarta

"Um dos piores flagelos da humanidade é a intolerância, filha do orgulho, que faz com que nos sintamos melhores, mais aptos e mais inteligentes do que os outros.
A intolerância sempre se volta contra o mais humilde, o mais simples, o aparentemente menos capaz.
Que faz o orgulhoso, quando conclui que seus interlocutores não lhes chegam à altura, quando seus familiares, colegas ou subordinados lhe parecem sem recursos, diante da sua presumível alta capacidade e desempenho?
Humilha, ri ou enraivece-se e exige que todos lhes sigam os pensamentos, as atitudes, que no seu julgar egoísta lhe parecem sempre os mais certos.
Quem lhe garante essa suposta supremacia, essa superioridade? A vaidade, irmã do orgulho.
Achar-se o melhor envaidece a alma menos consciente da sua igualdade perante os semelhantes e da sua pequenez perante Deus.
A cegueira que o intolerante tem é percebida por todos, menos por ele mesmo. E como, quase sempre, o egoísmo e a intolerância andam de mãos dadas, ele nada aceita, não cede, o que lhe pareceria um ato de subordinação.
Mas, pensemos, nós que já fomos ou ainda somos assim, que Jesus, o maior de todos os Espíritos iluminados que desceram a esta Terra para nos esclarecer, nos trazer o verdadeiro sentido de ser, foi também o  mais humilde, mais tolerante, mais benigno, que tudo suportou, tendo a capacidade de, por um gesto, aniquilar, neutralizar seus contendores.
No entanto, Ele nada fez, que pudesse ferir ou magoar, pois sua superioridade verdadeira de nada disso precisava.
E nós, filhos de Deus em início de jornada, achamos que somos maiores e melhores que nossos irmãos, não suportando nada que não seja condizente com o nosso querer, com o nosso pensar.
Ainda temos muito, muito a aprender. E as lições são de acordo com nosso desenvolvimento, passo a passo, como pequenos que trilham seu período de aprendizado, obediente aos mestres, fazendo suas lições, cada vez mais difíceis.
A intolerância, devemos combater com humildade, com fé fervorosa no porvir, acreditando que a vida que nos cabe é a melhor para nós, de acordo com as programações divinas, sentindo a igualdade com todos os seres que convivemos, em qualquer lugar, no lar, no trabalho, nas amizades e no aprendizado da palavra do Cristo.
Sigamos, irmanados e sempre compreendendo que nós, humanos, somos todos iguais, apenas mais ou menos adiantados nas séries, desta grande escola que é o viver.
Amigos queridos, amparemo-nos uns aos outros e agradeçamos sempre a Deus, pelas oportunidades sublimes e pelas chances constantes que temos, para que não tropecemos nas pedras do caminho e para que possamos galgar os degraus da escada que nos levará ao mais alto.
Paz a todos e continuem sempre perseverando e ao cair, levantem-se novamente, ao errar peçam perdão humildemente e recomecem a lição." 
Psicografada por médium na Casa do Caminho

sábado, 1 de outubro de 2011

Acompanhada de mim


Acostumada a risadas, filhos à partir das 6h30, telefone, computador ligado às redes sociais, hoje estou só.
Não, na verdade estou comigo, coisa rara no meu dia a dia. Só porque esse não é o universo que almejo.
Só sei viver em grupo.
Penso melhor conversando com alguém.
Se triste, preciso dos filhos, da família e dos amigos.
Alegre, coisa mais freqüente, preciso deles e do mundo.
Só que hoje, agora à noite, é um prazer não ter ninguém nem perto. Não precisar falar nem ouvir.
Sei lá quem. Nem sei também porque.
Silêncio, nem a pau! Aí já é demais.
Na TV, o show do Skank me leva para o alegretto e me dá vontade de escrever. Foi a relação deles com a platéia do Rock in Rio que me animou a dividir essas horas sozinha.
Coisa rara.
Mas tá uma delícia.
De verdade.
Nunca pensei que acharia tão bom não ter alguém por perto.