terça-feira, 7 de junho de 2011

Decisão de juiz

Passamos, recentemente, por uma situação parecida. Por uma das irmãs Maria, ser micro empresária, tivemos que pagar todas as taxas e impostos do inventário do meu pai, falecido. Nem ela, nem as outras 2 Marias tinham condições de pagar por tudo. Por isso mesmo, a advogada está até hoje sem receber seus honorários. Aguarda a venda da casa, único bem do pai dentista e da mãe professora, para receber por seu trabalho.

Um menino pobre perdeu o pai, marceneiro, num atropelamento de moto. Ajuizou ação de indenização contra o atropelador, pedindo pensão de um salário mínimo por mês. Em primeira instância, o juiz negou a justiça gratuita, por achar que o advogado constituído seria prova de condições de arcar com as custas.


Então, o desembargador proferiu seu voto no Agravo, e então tive de volta minha esperança que, apesar de tudo, ainda existem pessoas que realmente valem a pena neste mundo, mesmo quando têm o poder em suas mãos.

Acho que vale a pena perder alguns minutos para ler o que decidiu o relator, pois aí sim podemos ter esperança em algum futuro melhor:

“É o relatório.
Que sorte a sua, menino, depois do azar de perder o pai e ter sido vitimado por um filho de coração duro - ou sem ele -, com o indeferimento da gratuidade que você perseguia. Um dedo de sorte apenas, é verdade, mas de sorte rara, que a loteria do distribuidor, perversa por natureza, não costuma proporcionar. Fez caber a mim, com efeito, filho de marceneiro como você, a missão de reavaliar a sua fortuna.
 
Aquela para mim maior, aliás, pelo meu pai - por Deus ainda vivente e trabalhador - legada, olha-me agora. É uma plaina manual feita por ele em paubrasil, e que, aparentemente enfeitando o meu gabinete de trabalho, a rigor diuturnamente avisa quem sou, de onde vim e com que cuidado extremo, cuidado de artesão marceneiro, devo tratar as pessoas que me vêm a julgamento disfarçados de autos processuais, tantos são os que nestes vêem apenas papel repetido. É uma plaina que faz lembrar, sobretudo, meus caros dias de menino, em que trabalhei com meu pai e tantos outros marceneiros como ele, derretendo cola coqueiro - que nem existe mais - num velho fogão a gravetos que nunca faltavam na oficina de marcenaria em que cresci; fogão cheiroso da queima da madeira e do pão com manteiga, ali tostado no paralelo da faina menina.
 
Desde esses dias, que você menino desafortunadamente não terá, eu hauri a certeza de que os marceneiros não são ricos não, de dinheiro ao menos. São os marceneiros nesta Terra até hoje, menino saiba, como aquele José, pai do menino Deus, que até o julgador singular deveria saber quem é.
 
O seu pai, menino, desses marceneiros era. Foi atropelado na volta a pé do trabalho, o que, nesses dias em que qualquer um é motorizado, já é sinal de pobreza bastante. E se tornava para descansar em casa posta no Conjunto Habitacional Monte Castelo, no castelo somente em nome habitava, sinal de pobreza exuberante.
Claro como a luz, igualmente, é o fato de que você, menino, no pedir pensão de apenas um salário mínimo, pede não mais que para comer. Logo, para quem quer e consegue ver nas aplainadas entrelinhas da sua vida, o que você nela tem de sobra, menino, é a fome não saciada dos pobres.
 
Por conseguinte um deles é, e não deixa de sê-lo, saiba mais uma vez, nem por estar contando com defensor particular. O ser filho de marceneiro me ensinou inclusive a não ver nesse detalhe um sinal de riqueza do cliente; antes e ao revés a nele divisar um gesto de pureza do causídico. Tantas, deveras, foram as causas pobres que patrocinei quando advogava, em troca quase sempre de nada, ou, em certa feita, como me lembro com a boca cheia d'água, de um prato de alvas balas de coco, verba honorária em riqueza jamais superada pelo lúdico e inesquecível prazer que me proporcionou.
 
Ademais, onde está escrito que pobre que se preza deve procurar somente os advogados dos pobres para defendê-lo? Quiçá no livro grosso dos preconceitos...
Enfim, menino, tudo isso é para dizer que você merece sim a gratuidade, em razão da pobreza que, no seu caso, grita a plenos pulmões para quem quer e consegue ouvir.
Fica este seu agravo de instrumento então provido; mantida fica, agora com ares de definitiva, a antecipação da tutela recursal.
 
É como marceneiro que voto.
JOSÉ LUIZ PALMA BISSON - Relator Sorteado”
Se alguém tiver dúvida sobre a originalidade do processo, aqui está o voto, devidamente caracterizado:
Com isso, minha semana fica mais feliz, por saber que alguém que tem o comando ainda pode nos dar esperanças.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Leia até o fim e pense sobre tudo que voce comprou este mes

ANÁLISE SOCRÁTICA DOS TEMPOS ATUAIS
> FREI BETO
>
>
> Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e
> perguntei: 'Não foi à aula?' Ela respondeu: 'Não, tenho aula à tarde'.
> Comemorei: 'Que bom então de manhã você pode brincar dormir até mais
> tarde'. 'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã...' 'Que
> tanta coisa?', perguntei. 'Aulas de inglês, de balé, de pintura,
> piscina', e começou a elencar seu programa de garota robotizada.
>
> Fiquei pensando: 'Que pena, a Daniela não disse: 'Tenho aula de meditação!'
>
> Estamos construindo super-homens e super-mulheres, totalmente
> equipados, mas emocionalmente infantilizados.
>
> Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis
> livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de
> ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas
> me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito.
>
> Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: 'Como estava o defunto?'.
> 'Olha uma maravilha, não tinha uma celulite!' Mas como fica a questão
> da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?
>
> A palavra hoje é 'entretenimento' ; domingo, então, é o dia nacional
> da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá
> e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela.
>
> Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de
> que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este
> refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este
> carro, você chega lá!' O problema é que, em geral, não se chega! Quem
> cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um
> analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.
>
> O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse
> condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se
> viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são
> indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.
>
> Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as
> cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil,
> constrói-se um shopping Center. É curioso: a maioria dos shoppings
> centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não
> se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de
> domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há
> mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...
>
> Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela
> musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas
> aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por
> belas sacerdotisas.
>
> Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar
> cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial,
> sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se
> sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia
> pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo
> hambúrguer do Mc Donald...
>
> Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas:
> 'Estou apenas fazendo um passeio socrático.' Diante de seus olhares
> espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de
> descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando
> vendedores como vocês o assediavam, ele respondia:
>
> - "Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para
> ser feliz !"

terça-feira, 5 de abril de 2011

MISS IMPERFEITA SOMOS NÓS

MISS IMPERFEITA
 
 
      (Texto de Martha Medeiros) 

     'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado,  decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!

     E, entre uma coisa e outra, leio livros.

     Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.

     Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.

     Primeiro: a dizer NÃO.

     Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.

     Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.

     Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros..

     Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.

     Você não é Nossa Senhora.

     Você é, humildemente, uma mulher.

     E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.

      Tempo para fazer nada.

     Tempo para fazer tudo.

     Tempo para dançar sozinha na sala.

      Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.

     Tempo para sumir dois dias com seu amor.

     Três dias..

     Cinco dias!

     Tempo para uma massagem.

     Tempo para ver a novela.

     Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.

     Tempo para fazer um trabalho voluntário.

     Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.

     Tempo para conhecer outras pessoas.

     Voltar a estudar.

      Para engravidar.

     Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.

     Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.

     Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.

      Existir, a que será que se destina?

     Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra..

     A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.

     Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.

     Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!

     Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
      Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.

     Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
     Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.

     E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante'

     Martha Medeiros - Jornalista e escritora

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Cuidado com o que fala

ASNO

No Curso de Medicina, o professor se dirige ao aluno e pergunta:
- Quantos rins nós temos?
- Quatro! Responde o aluno.
- Quatro? Replica o professor, arrogante, daqueles que sentem prazer em tripudiar sobre os erros dos alunos.
- Tragam um feixe de capim, pois temos um asno na sala. Ordena o professor a seu auxiliar.
- E para mim um cafezinho! Replicou o aluno ao auxiliar do mestre.
O professor ficou irado e expulsou o aluno da sala. O aluno era Aparício Torelly Aporelly (1895-1971), o 'Barão de Itararé'. Ao sair da sala, o aluno ainda teve a audácia de corrigir o furioso mestre:
- O senhor me perguntou quantos rins 'NÓS TEMOS'. 'NÓS' temos quatro: dois meus e dois seus. 'NÓS' é uma expressão usada para o plural.Tenha um bom apetite e delicie-se com o capim.
Moral da História:
A VIDA EXIGE MUITO MAIS COMPREENSÃO DO QUE CONHECIMENTO.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Ele está onde e quando a gente menos espera!

Só observando ! 

O padre de uma igreja decidiu observar as pessoas que entravam para orar.
A porta se abriu e um homem de camisa esfarrapada adentrou pelo corredor central.
O homem se ajoelhou, inclinou a cabeça, levantou-se e foi embora. Nos dias seguintes, sempre ao meio-dia, a mesma cena se repetia. Cada vez que se ajoelhava por alguns instantes, deixava de lado uma marmita.
 A curiosidade do padre crescia e também o receio de que fosse um assaltante, então decidiu aproximar-se e perguntar o que fazia ali.
O velho homem disse que trabalhava numa fábrica, num outro bairro da cidade e que se chamava Jim.
 Disse que o almoço havia sido há meia hora atrás e que reservava o tempo restante para orar, queficava apenas alguns momentos  porque a fábrica era longe dali.
E disse a oração que fazia:
'Vim aqui novamente, Senhor, só pra lhe dizer quão feliz eu tenho sido desde que nos tornamos amigos e que o Senhor me livrou dos meus pecados. Não sei bem como devo orar, mas eu penso em você todos os dias.
Assim, Jesus, hoje estou aqui, só observando.'

O padre, um tanto aturdido, disse que ele seria sempre bem-vindo e que viesse à igreja sempre que desejasse.
'É hora de ir' - disse Jim sorrindo.
Agradeceu e dirigiu-se apressadamente para a porta.

O padre ajoelhou-se diante do altar, de um modo como nunca havia feito antes.
Teve então, um lindo encontro com Jesus.
Enquanto lágrimas escorriam por seu rosto, ele repetiu a oração do velho homem...
'Vim aqui novamente, Senhor, só pra lhe dizer quão feliz eu tenho sido desde que nos tornamos amigos e que o Senhor me livrou dos meus pecados. Não  sei bem como devo orar mas penso em você todos os dias..
Assim, Jesus, hoje estou aqui, só observando.'
Certo dia, o padre notou que Jim não havia aparecido. Percebendo que sua ausência se estendeu pelos dias seguintes, começou a ficar preocupado. Foi à fábrica perguntar por ele e descobriu que estava enfermo. Durante a semana em que Jim esteve no hospital, a rotina da enfermaria mudou. Sua alegria era contagiante.
A chefe das enfermeiras, contudo, não pôde entender porque um homem tão simpático como Jim não recebia flores, telefonemas, cartões de amigos, parentes... Nada!
Ao encontrá-lo, o padre colocou-se ao lado de sua cama. Foi quando Jim ouviu o comentário da enfermeira: - Nenhum amigo veio pra mostrar que se importa com ele. Ele não deve ter ninguém com quem contar!!
Parecendo surpreso, o velho virou-se
para o padre e disse com um largo sorriso:

- A enfermeira está enganada, ela não sabe, mas desde que estou aqui, sempre ao meio-dia ELE VEM! Um querido amigo meu, que se senta bem junto a mim, Ele segura minha mão, inclina-se em minha direção e diz:
"Eu vim só pra lhe dizer quão feliz eu sou desde que nos tornamos amigos. Gosto de ouvir sua oração e penso em você todos os dias.
Agora sou eu quem o está observando... e cuidando!
"


terça-feira, 1 de março de 2011

É que EU GOSTO DE MPB!

Estou ouvindo http://www.radio.usp.br. No computador.
E aí, me lembro do desconsolo que sinto todas as manhãs quando sou obrigada a ouvir música sertaneja. As rádios de São Carlos, entre 6h e 7h só tocam esse estilo de música.
Tudo bem que na Capital da Tecnologia o número de amantes e simpatizantes da música sertaneja é grande. Isso é evidente nos shows. Mas, numa cidade com 220 mil habitantes, com milhares de universitários, não é possível que TODOS os ouvintes gostem só de sertanejo e pop rock.
É, depois das 8h TODAS as rádios só tocam sertanejo e pop rock que ultimamente tem recebido várias denominações diferentes.
Olha, to longe de ser crítica de música. Nem pretendo dizer o que é boa música e o que não é.
É que EU GOSTO DE MPB!
Em poucas horas do dia é possível encontrar um ou dois programas de flash back, que virou moda por aqui. Mas eles dão absoluta preferencia para os sucessos internacionais do passado. Música brasileira NEM PENSAR.
Fico imaginando se as emissoras de rádio, quando contratam pesquisa de opinião não buscam os nixos não atendidos, as preferencias musicais de públicos com idades, cultura, interesses diferentes.
Pelo que pude apurar, as rádios só querem saber o IBOPE de sí e das concorrentes e, aí quase me mato, "cupiam" o que dá certo nas outras.
Por isso que agora TODAS tocam sertanejo para acordar os são-carlenses.
É uma pena. Desligo o rádio ou, como faz minha irmã que acaba de mudar de Sampa para cá, ouço os jornais da tv e das rádios da capital, já que aqui nem jornalismo local é possível ao acordar.
As AMs quando tem jornalismo nesse horário falam do que acontece MUITO longe daqui. Notícias locais SÓ DEPOIS das 7h. TODAS usam os mesmos horários.
Chega de mesmice.
Ou, verão os anunciantes cada vez mais nos sites. O público já está migrando. Rapidamente.