terça-feira, 26 de novembro de 2013

Vejam só, nessa época de Natal, Ano Novo, e no meu caso ainda aniversário, costumo pensar no que fiz, ou não, o que eu gostaria de mudar, enfim como vai a vida.
Ontem fiz isso. E fiquei surpresa com o que eu pensei.
Nasci com pais e avós maravilhosos.
Tive uma infância tranquila, problemas comuns e pequenos.
Não vivi sozinha já que tenho 2 irmãs. E os primos, claro.
Sempre tive amigos que apareciam ou ajudavam na hora certa, mesmo que de longe.
Tive o privilégio de nascer espírita e bem cedo ter a minha certeza sobre fé e religião.
Vivi um grande amor, casei, tive filhos. Que hoje são a maior alegria da minha vida.
Caí de paraquedas numa profissão que adoro, mesmo com todos os percalços.
Tenho uma casa para morar, trabalho, família, fé...
Problemas, obviamente que sim. Mas o tempo me fez entender que eles tem o tamanho que lhes damos. Hoje, na maioria das vezes os problemas me fazem sofrer por pouco tempo. Graças a Deus.
Então, conclui que está na hora de sair da zona de conforto e ir atrás do que me dará a chance de agradecer por tudo isso.
Não vou mudar de emprego (pelo menos espero. hehehe), nem casar, ter filhos, mudar de profissão...Vou é me entregar mais às coisas que sei serem capazes de mudar não só a minha vida, mas a de outras pessoas também.
Quando chegar dezembro de 2014, quero ler esse texto e escrever sobre quais os caminhos percorridos. Do último, em 2012, tudo melhorou muuuuuuuuuuuuuuuuuuuito.
Graças a Deus.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Decisões

Tenho um aperto no coração.
Não é nada ligado ao final do ano, ao Natal, à falta que meus "pilares" fazem desde que desencarnaram.
Tem a ver com minhas poucas frustrações.
Dia-à-dia eu me esforcei para entender, para conviver, para aceitar os comportamentos diferentes dos meus. Na maioria das vezes conflitantes com minhas convicções.
Mas não aguentei. Joguei a toalha e mudei radicalmente de atitude.
Por duas vezes desisti do que achava que era o certo, para preservar meu equilíbrio emocional.
E essa decisão, pela segunda vez, deixa meu coração apertado e pequenininho.
Tenho certeza de que estou agindo corretamente. Mesmo que alguns amigos e conhecidos pensem o contrário. É a falta de informação sobre a situação, a história...eu sei! É também a segunda vez que isso me acontece.
O tempo é mesmo o senhor da razão.
Minha consciência será meu juiz.
Dela eu não tenho medo!
Talvez eu não tenha conseguido evoluir o necessário para, além de perdoar, esquecer, continuar ajudando indefinidamente. Quem sabe na próxima encarnação?!
Agora, é cuidar para que essa tristeza não atrapalhe minha vida, não prejudique as pessoas à minha volta. E continuar rezando para que as coisas se acomodem e, quem sabe o que hoje é atrito torne-se amizade. Um dia, quem sabe.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Perdoar e ajudar - Pensamentos do final de ano



“Se perdoardes aos homens as faltas que eles fazem contra vós, vosso Pai celestial vos perdoará também vossos pecados, mas se não perdoardes aos homens quando eles vos ofendem, vosso Pai, também, não vos perdoará vossos pecados.” – ESE, cap. X.
Esse é um ensinamento que sempre me corrói a mente e o coração.
O que é perdoar? É esquecer, aceitar, concordar, ajudar? Como equilibrar a razão e a emoção quando somos magoados, ofendidos, humilhados?
É fácil resolver essa equação quando o “homem” não vive nosso dia a dia, não o vemos frequentemente, não é nosso superior ou subordinado direto e, muito menos, quando não é alguém que amamos verdadeiramente.
Então, tenho procurado há tempos a resposta. Ela veio várias vezes, mas talvez eu não estivesse pronta para entendê-la ou, o mais provável, era solução para uma dúvida e uma facada em meu orgulho.
Primeiro foram os ensinamentos evangélicos. Diziam exatamente o que fazer, o significado. Mas o orgulho... Procurei então, como manda a profissão, o significado da palavra:
3 palavras em hebraico e 4 em grego foram traduzidas como perdão e, basicamente são sinônimos: cobrir, levar para longe, usar da graça com alguém, cancelar, remir.
A acepção mais comum seria "levar para longe".
O significado atual de perdão é esquecer algo de mal que alguém te fez. Uma das palavras gregas traduzidas como "perdoar" significa literalmente cancelar ou remir.
Ok. Até aqui.
Esquecer é sempre um exercício. Claro que no caso das coisas ou pessoas ruins. Assim como a paciência. Mas meu coração ainda dizia que isso não era o suficiente. A definição, corroborando os ensinamentos evangélicos ainda não resolvia o vazio , a sensação de oco no meu peito. De verdade.
Fui atrás da palavra AJUDA.
Por que? Ora porque quem ama ampara, ajuda, perdoa.
Se para amar de verdade é preciso auxiliar, socorrer e favorecer, como posso ao perdoar simplesmente esquecer? E aí ajudar, esquecer, ajudar, esquecer “setenta vezes sete vezes”?
“Não se pode ter pelo inimigo um amor terno e apaixonado; não foi isso que Ele quis dizer. Amar os inimigos é perdoar-lhes e restituir bem por mal. Por este meio nos tornamos superiores a eles; pela vingança, colocamo-nos abaixo deles.” LE – pág. 275.
Assim, atualmente entendo que eu posso perdoar mesmo sem concordar com o “homem” ou o “inimigo”. É possível não sentir raiva, mágoa, rancor. Orar pelo ofensor pedindo a Deus proteção e compreensão.
Porém, ainda é preciso ajudar.
Até quando? Até onde?
Novamente, me apoio no Cristianismo.
“Um espírito só pode ser ajudado pelos samaritanos quando deseja com sinceridade ser ajudado. Não se pode ajudar ninguém à força. Não se resgata espíritos revoltados, pois se não querem mudar, não poderão mudar à força. Sua revolta ainda poderá atrapalhar os trabalhos e a recuperação de outros espíritos dentro dos postos e hospitais.” – Os Samaritanos.
Era o ensinamento que me faltava entender para deixar de lado a decepção e a frustração por não ter conseguido fazer o que achava ser minha obrigação, minha missão.
Me lembrei do ditado popular “Os filhos são para o mundo”. Nós os ensinamos da melhor maneira que podemos, dentro das nossas limitações como pais. Como eles vão se conduzir pela vida é livre arbítrio de cada um.
Assim, depois de tanto buscar, finalmente encontrei para mim, o equilíbrio entre razão e emoção para a equação “perdoar e ajudar”.
Consegui me libertar do sentimento de culpa, da sensação de fracasso.
Ao final de 2012, me perdoei.





terça-feira, 16 de outubro de 2012

Ninguém é como a gente

Conhece  a frase: "Nada que um bom dia, por favor, com licença e muito obrigado não resolvam ou não consigam"?
Pois é. Eu acredito muito nisso.
Falo com tantas pessoas, todos os dias! Na maioria das vezes em situações estressantes ou trágicas. Raramente sou tratada mal. A gentileza, que é maior que a educação, é muito mais frequente.
Talvez por isso eu espere sempre, ações positivas, honestas, educadas pelo menos. Ou até que me tratem como as trato (acho sempre que sou educada. até na TPM).
No Evangelho Segundo o Espiritismo há uma lição que diz que é preciso se manter sempre reta e perdoar infinitamente.
Bom, hoje eu joguei a toalha.
Vou tentar continuar reta. Mas cheguei ao limite do infinito. E, para minha surpresa, isso está me causando uma grande dor.
Gosto mais, obviamente, das reprises de gentileza.
Ok, eu sei que ninguém é como a gente. Mas eu também não sou como talvez as outras pessoas que conseguem perdoar, perdoar, perdoar. Sorry.
Não vou odiar, morrer de raiva, nada parecido. Só não serei mais como era antes.
Feridas deixam cicatrizes. E eu, em alguns cortes, tenho quelóide. A marca aumenta ou invés de desaparecer. Foi isso que aconteceu. E eu só vi hoje!
Calma! Não se desespere leitor amigo. Já tô grandinha prá saber que esse amargor na boca sai logo.
Prometo que o próximo texto será alegre. Até porque a vida anda me dando muito mais alegrias que tristezas.
Graças a Deus.
Espero também fazer jus a tantos amigos, tantas bençãos mesmo.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Não sou forte

Tudo bem que eu não blasfeme, afinal não acredito que a culpa seja Dele. Mas me rebelo quando as coisas dão errado.
Fico MUITO brava sempre que esbarro na irresponsabilidade e na inconsequência.
Detesto mentira. Também isso me irrita profundamente e, depois que descubro a 1ª, não acredito mais. Nem tentando.
Quando perdoo, realmente esqueço. Aliás, descobri recentemente, que não lembro mais da maioria das coisas ruins que me aconteceram. Ou que as pessoas que lembram, classificaram como sendo ruins e, por isso, me lembraram.
Já fui mais escandalosa na minha raiva. Bem mais.
Hoje, consigo até me controlar. Mas é só as vezes. Não é o tempo todo. E isso me faz desanimar comigo mesma.
Sou capaz de tolerar a dor e ter a certeza que amanhã será sempre melhor. Sempre.
Tenho medo do fracasso. Medo de verdade. Acho que é por isso que não arrisco. Em alguns "setores" tenho mais medo do que em outros! Quem sabe uma regressão seja capaz de me fazer lembrar do porque eu me comporte assim. Será?
Bom, de qualquer forma, no texto que publiquei antes desse, tem uma coisa eu não faço NUNCA e tenho orgulho disso: eu não jogo a bomba no colo de outra pessoa. Não responsabilizo ninguém por meus erros, nem por minhas frustrações ou desencantos.
Eu sei que sou a responsável pela vida que tenho. E também por aquela que virá. Por isso mesmo tenho fé que, ainda aprenderei a ser corajosa e forte. Enfim, destemida.

Uma Pessoa Verdadeiramente Forte



O primeiro sinal de força de um ser humano reside na humildade de saber que não tem controle sobre as coisas que lhe são mais essenciais. Sim, porque este indivíduo aceitou a verdade. E isso não é coisa fácil de fazer, especialmente quando a verdade nos deixa impotentes e vulneráveis.
O segundo sinal, e o mais importante, é a pessoa compreender que ela terá que tolerar toda a dor e todo o sofrimento que o destino lhe impuser. E mais - e este é o terceiro sinal -, terá que tolerar com "classe" e sem escândalos. Não adianta se revoltar. Não adianta blasfemar contra Deus. Ser forte é ter competência para aceitar, administrar e digerir todos os tipos de sofrimento e contrariedade que a vida forçosamente nos determina. É não tentar ser espertinho nas coisas que são de verdade. As pessoas que não toleram frustrações, dores e contrariedades são as fracas e não as fortes. Fazem muito barulho, gritam, fazem escândalos e ameaçam bater. São barulhentos e não fortes - estas duas palavras não são sinônimos!
O forte é aquele que ousa e se aventura em situações novas, porque tem a convicção íntima de que, se fracassar, terá forças interiores para se recuperar. Ninguém pode ter certeza de que seu empreendimento - sentimental, profissional, social - será bem-sucedido. Temos medo da novidade justamente por causa disso. O fraco não ousará, pois a simples idéia do fracasso já lhe provoca uma dor insuportável. O forte ousará porque tem a sensação íntima de que é capaz de agüentar o revés.
O forte é aquele que monta no cavalo porque sabe que, se cair, terá forças para se levantar. O fraco encontrará uma desculpa - em geral, acusando outra pessoa - para não montar no cavalo. Fará gestos e pose de corajoso, mas, na verdade, é exatamente o contrário. Buscará tantas certezas prévias de que não irá cair do cavalo que, caso chegue a tê-las, o cavalo já terá ido embora há muito tempo. O forte é o que parece ser o fraco: é quieto, discreto, não grita e é o ousado. Faz o que ninguém esperava que ele fizesse.


Flávio Gikovate

terça-feira, 24 de abril de 2012

Quem não conhece, não deveria elogiar nem criticar.


Recebi um e-mail com o que deveria ser uma piada. No texto, um prédio em chamas, destrói e mata famílias inteiras. Só sobrevivem os moradores do 4º andar, onde supostamente moravam profissionais liberais, funcionários públicos que não morreram porque estavam trabalhando. O restante dos moradores era de beneficiados por programas de complementação de renda.
Primeiro acho muito estranho alguém rir com a morte de outro ser humano. Depois, tenho a certeza que o autor dessa grosseria tinha como verdadeiro objetivo a crítica político partidária. Os que assumem prá sí essa posição com outros objetivos, querem seus próprios problemas resolvidos. E não o dos outros.
Quem recebe Bolsa Família não é vagabundo. As famílias de presidiários não tem culpa do comportamento dos pais. E achar que os descendentes daqueles que defenderam a democracia são aproveitadores é uma agressão a todos os homens e mulheres que nos garantiram a condição para vivermos numa democracia, possibilitando a SUA liberdade de dizer e escrever o que pensa.
É também uma ofensa grave colocar todos no mesmo balaio.
Se todo sem terra é falso, só quer vender as terras depois, então todos os advogados esticam o processo só para ganhar mais.
Já que todo beneficiário de programa de complementação de renda prefere ficar desempregado, então todo profissional liberal não tem emprego fixo para poder trabalhar meio período e cobrar dobrado a hora para garantir um bom vencimento no final do mês.Seria isso?!
Nem todos os jornalistas são sensacionalistas.
Nem todo cientista tem bom senso.
O que dizer das Prefeituras e Governos de Estado que liberaram grandes empresas do pagamento de taxas e impostos, acreditando em vagas de emprego e agora se deparam com a mecanização das linhas de montagem? 
E depois disso, onde conseguir a verba para o serviço de saúde?
Prefiro viver num país em que o poder público faz alguma coisa prá reduzir a pobreza do que ter ajudado a eleger representantes que só pensam em asfaltar bairros nobres e garantir o abastecimento de água onde moram apenas os bacanas.
Já disse aos meus filhos: “Se um pai não consegue atender as mínimas necessidades de seus filhos, em desespero ele pode errar. E quem fez vistas grossas para a miséria dessa família vai, cedo ou tarde, arcar com as conseqüências.”.
Pense nisso quando for votar. As misérias humanas são responsabilidade de todos nós.
O político tem que pensar na cidade. Nos ricos e nos pobres. Nas grandes e pequenas empresas. Caso contrário, se instalará o caos europeu. Países só exploraram as colônias e agora não sabem o que fazer sem mercado consumidor onde minimizar sua crise econômica. eles cuspiram prá cima.
Para encerrar, a notícia que li hoje sobre a família mais inteligente da Inglaterra.
Chamados carinhosamente de prodigios britânicos, os irmãos de 9 anos de idade chamaram a atenção do mundo acadêmico ao gabaritarem o exame avançado de Matemática da Universidade de Cambridge. Eles são os alunos mais jovens a passarem no teste!
Os pais de Paula e Peter são nigerianos que imigraram para a Inglaterra há 30 anos e, curiosamente, prodigismo não é algo novo na família. Os três filhos mais velhos do casal também são superdotados.
A filha mais velha, Anne-Marie, tem 20 anos, mas aos 13 anos ganhou uma bolsa do governo britânico para fazer curso de graduação, ela agora está, sem dúvidas, estudando na mais renomada escola de medicina nos Estados Unidos, Universidade Johns Hopkins, em Baltimore.
Christiana, 17, é a mais nova aluna a entrar num curso de graduação aos 11 anos de idade. A filha caçula, Samantha, de 12 anos, passou em dois exames de duas rigorosas escolas de ensino médio quando tinha 6 anos de idade. Ela orientou os gêmeos para passarem no teste de matemática do ensino secundário, quando também tinham seis anos.
O pai orgulhoso, nega que haja qualquer gênio particular em sua família. Ele credita o sucesso de seus filhos ao programa de educação para jovens desfavorecidos (PÚBLICO).
"Cada criança é um gênio", disse ele. "Depois de identificar o talento de uma criança é colocá-lo no ambiente que irá nutrir esse talento, então o céu é o limite”

terça-feira, 17 de abril de 2012

Réfens das corporações

A Telefonica passou quatro meses cobrando o serviço de speed que não existia em minha casa. Foi preciso uma liminar para interromper a cobrança e uma ação judicial para reaver o que a empresa espanhola cobrou irregularmente. Nem preciso dizer que isso aconteceu depois de dezenas de ligações e de aguentar a absoluta falta de vontade de resolver qualquer problema dos atendentes, logicamente orientados pela direção.
A Vivo interrompeu os serviços, sem prévio aviso, alegando falta de pagamento. UMA SEMANA depois, consegui que o "sistema" da empresa tivesse a mesma informação que o "sistema" do ITAÚ, que acusava o pagamento. Nem pedido de desculpas, nem qualquer outro sinal de que a VIVO sentia muito ter me atendido tão mal.
Tentei durante quatro meses encerrar a conta do meu pai, após seu falecimento, no Santander. A seguradora do banco pagou o seguro de vida dele para as herdeiras, mas queria cobrar, na conta dele, a renovação do seguro da casa onde ele morava!!! Depois dessa etapa vencida, valor estornado, o banco continuava mantendo a conta de um homem morto, aberta. Foi preciso BRIGAR na agência e ameaçar chamar a polícia para resolver o problema. Por conta disso, o INSS ficou esse tempo todo depositando a pensão dele, mesmo meu pai já morto. Até porque, quem avisa da morte para o INSS é o cartório que emite a certidão de óbito. Parece que o INSS não recebeu essa informação!
Na Escola em que meu filho mais novo estuda (não declinarei o nome por motivos óbvios), ele já ficou três vezes sem receber as apostilas. Na primeira alegaram que eu não havia pago, como se isso fosse motivo legal para punir por um atraso de pagamento com o constrangimento da criança na sala de aula. Na segunda vez, EU TIVER QUE LEVAR os comprovantes lá para que as apostilas fossem entregues UMA SEMANA DEPOIS. E na terceira vez, ESBRAVEJEI no telefone, ameacei ir à Delegacia de Ensino e ao PROCON e a apostila foi entregue no dia seguinte.
Minha irmã comprou três produtos no ShopTime em dezembro. No final de janeiro, depois de muita discussão, o site de compras propôs devolver o valor. Caso ela pensasse em comprar os produtos, gastaria pelo menos o dobro. Foi ao PROCON, acionou a ouvidoria do ShopTime, mandou e-mails, brigou muito no telefone e, finalmente em março entregaram os produtos.
Comprei produtos no Material de Construção Miguel. Era para terem entregue três dias depois. Na semana seguinte entregaram, porém faltava um item e outros dois estavam sem tampa. Avisaram que mandariam as tampas. Não mandaram. Produtos instalados queriam a devolução. KKKKK Foi preciso ir lá buscar. Ninguém na loja manifestou qualquer preocupação com a situação.
Encomendei a instalação de forro de PVC. Na hora da venda, a promessa que o serviço seria feito entre sexta-feira e sábado passado. Acabo de ligar lá. Vão instalar amanhã, QUARTA-FEIRA!
Migrei da Oi, que estava cobrando internet sem que eu usasse e passou 15 dias sem me dar nenhuma resposta a respeito da minha reclamação, para a TIM. Tive problemas com a portabilidade que a vendedora não pediu e tive que esperar cinco DIAS! Aí não conseguia usar o site, que dizia que meu número não existia. Esperei outros cinco DIAS. Agora, não "depositaram" meus créditos (Infinity Control) e a atendente não achava meu contrato no "sistema". Mas a conta veio direitinho no meu endereço e com a data de pagamento EXATA. Terei que esperar cinco DIAS para saber por que a EMPRESA não libera meus créditos, que JÁ FORAM PAGOS no começo desse mês.
Em vista de todas essas situações que, infelizmente não aconteceram apenas comigo certamente, pergunto: QUANDO as empresas, as corporações, os pequenos comerciantes, etc. vão nos tratar com respeito?
Quando nós, que os sustentamos, teremos tratamento digno?
São esses empresários, diretores, gerentes, atendentes que depois reclamam do mau atendimento no poder público, na saúde, na Justiça.
Espero, sinceramente, que o tempo faça com que não precisemos de um Código de Defesa do Consumidor e, principalmente não tenhamos que IMPLORAR para que TODOS cumpram a Lei.
Quem desrespeita não pode exigir respeito.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Mãe: verdades e mentiras

MÃE

Martha Medeiros

Vamos esclarecer alguns pontos sobre mães,ok?
Desconstruir alguns mitos.
Não, não precisa se preocupar.
Não é nada ofensivo, eu também sou mãe...e avó!
Vamos lá:

MÃE É MÃE: mentira !!!
Mãe foi mãe, mas já faz um tempão!
Agora mãe é um monte de coisas: é atleta, atriz, é superstar.
Mãe agora é pediatra, psicóloga, motorista.
Também é cozinheira e lavadeira.
Pode ser política, até ditadora, não tem outro jeito.
Mãe às vezes também é pai.
Sustenta a casa, toma conta de tudo, está jogando um bolão.
Mãe pode ser irmã: empresta roupa, vai a shows de rock pra desespero
de algumas filhas, entra na briga por um namorado.
Mãe é avó (oba, esse é o meu departamento!): moderníssima,
antenadíssima, não fica mais em cadeira de balanço, se quiser também
namora, trabalha, adora dançar.
Mãe pode ser destaque de escola de samba, guarda de trânsito, campeã
de aeróbica, mergulhadora.
Só não é santa, a não ser que você acredite em milagres.
Mãe já foi mãe, agora é mãe também.

MÃE É UMA SÓ: mentira !!!
Sabe por quê?
Claro que sabe!
Toda criança tem uma avó que participa, dá colo, está lá quando é preciso.
De certa forma, tem duas mães.
Tem aquela moça, a babá, que mima, brinca, cuida.
Uma mãe de reserva, que fica no banco, mas tem seus dias de titular.
E outras mulheres que prestam uma ajuda valiosa.
Uma médica que salva uma vida, uma fisioterapeuta que corrige uma
deficiência, uma advogada que liberta um inocente, todas são um pouco
mães.
Até a maga do feminismo, Camille Paglia, que só conheceu instinto
maternal por fotografia, admitiu uma vez que lecionar não deixa de ser
uma forma de exercer a maternidade.
O certo então, seria dizer: mãe, todos têm pelo menos uma.

SER MÃE é PADECER NO PARAÍSO: mentira!
Que paraíso, cara-pálida?
Paraíso é o Taiti, paraíso é a Grécia, é Bora-Bora, onde crianças não
entram.
Cara, estamos falando da vida real, que é ótima muitas vezes, e
aborrecida outras tantas, vamos combinar.
Quanto a padecer, é bobagem.
Tem coisas muito piores do que acordar de madrugada no inverno pra
amamentar o bebê, trocar a fralda e fazer arrotar.
Por exemplo?
Ficar de madrugada esperando o filho ou filha adolescente voltar da
festa na casa de um amigo que você nunca ouviu falar, num sítio que
você não tem a mínima idéia de onde fica.
Aí a barra é pesada, pode crer...

MATERNIDADE é A MISSÃO DE TODA MULHER: mentira !!!
Maternidade não é serviço militar obrigatório!
Deus nos deu um útero mas o diabo nos deu poder de escolha.
Como já disse o Vinicius: filhos, melhor não tê-los, mas se não
tê-los, como sabê-los?
Vinicius era homem e tinha as mesmas dúvidas.
Não tê-los não é o problema, o problema é descartar essa experiência.
Como eu preferi não deixar nada pendente pra a próxima encarnação,
vivi e estou vivendo tudo o que eu acho que vale a pena nesta vida
mesmo, que é pequena mas tem bastante espaço.
Mas acredito piamente que uma mulher pode perfeitamente ser feliz sem
filhos, assim como uma mãe padrão, dessas que têm umas seis crianças
na barra da saia, pode ser feliz sem nunca ter conhecido Paris, sem
nunca ter mergulhado no Caribe, sem nunca ter lido um poema de
Fernando Pessoa.
É difícil, mas acontece.
MAMÃE, EU QUERO: verdade!
Você pode não querer ser uma, mas não conheço ninguém que não queira a sua.


sábado, 24 de dezembro de 2011

que presente?

Me perguntaram qual presente eu pedi para o Papai Noel.
Sem pensar, respondi nenhum.
Em seguida, refletindo sobre a resposta, expliquei que em 2011 foram tantos os presentes, a ajuda, o socorro que não havia nada a solicitar ao bom velhinho. Não para mim.
Qualquer coisa que me vinha a cabeça, não era imprescindível. Seria bom, mas não essencial. E já que os economistas tem aconselhado a não fazer dívidas e eu acho que já estou devendo a Deus e, portanto ao Papai Noel, melhor calar.
Tenho pedido por minha família.
Minhas irmãs que vão para suas novas casas, a sobrinha que também vai mudar, o filho mais velho em época de vestibular, o mais novo na pré adolescencia.
Pelos amigos, que deram demostrações gigantescas de companheirismo, afeição, sinceridade.
Bom, verdade verdadeira posso pedir sim, uma coisa: paz. Essa mesma que estou sentindo agora. Essa sensação de realização, tranquilidade, sossego.
Então, refaço minha resposta.
Peço ao Papai Noel que nos traga paz. É mais do que o suficiente.
Feliz Natal

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

QUERO SER UM TELEVISOR

A professora Ana Maria pediu aos alunos que fizessem uma redação e que
nela escrevessem o que eles gostariam que Deus fizesse por eles. À noite,
corrigindo as redações, ela se depara com uma que a deixa muito emocionada.

O marido acaba de entrar, a vê chorando e diz:

- O que aconteceu?

Ela responde:

- Leia.

Era a redação de um menino.

"Senhor, esta noite eu lhe peço algo especial: me transforme em um
televisor.

Quero ocupar o seu lugar. Viver como vive a TV de minha casa. Ter um
lugar especial para mim, e reunir minha família ao redor... Ser levado a
sério quando falo... Quero ser o centro das atenções e ser escutado sem
interrupções nem questionamentos.

Quero receber o mesmo cuidado especial que a TV recebe quando não
funciona.

E ter a companhia do meu pai quando ele chega em casa, mesmo que esteja
cansado. E que minha mãe me procure quando estiver sozinha e aborrecida,
em vez de me ignorar. E ainda que meus irmãos "briguem" para estar comigo.

Quero sentir que a minha família deixa tudo de lado, de vez em quando,
para passar alguns momentos comigo. E, por fim, que eu possa divertir a
todos.

Senhor, não lhe peço muito... Só quero viver o que vive qualquer
televisor!"

Naquele momento, o marido de Ana Maria, chocado, comenta:

- Meu Deus, coitado desse menino! Nossa, que coisa, esses pais...

E ela, em lágrimas, lhe responde:
- Essa redação... é do nosso filho.



Não sei quem é o autor!

domingo, 11 de dezembro de 2011

É realmente uma vergonha

Primeiro foi o meu filho mais novo. Quebrou o pulso em dois lugares ao cair do beliche, à 1h30. Na Sta. Casa, sem ortopedista, o clínico geral deu remédio contra a dor e mandou para casa. "Volte as7h quando o ortopedista chega para analisar uma radiografia e decidir se opera ou só engessa"!!!
Depois foi o vez do filho mais velho. Inflamou o joelho num queda, num sábado 22h30. Esperamos o ortopedista até as 7h!!!
Hoje, foi a vez da irmã.
Joelho torcido, a médica do Hospital Escola informou que alí não há ortopedista. 
Na UNIMED também não!
Nem na Santa Casa.
Em casa, ela fez compressa com gelo e chorou de dor à tarde e à noite.
Quem entre os administradores da saúde PÚBLICA E PARTICULAR vai ter saco roxo o suficiente para OBRIGAR esse super médicos ortopedistas a cumprirem seus PLANTÕES DENTRO da unidades de saúde?????
É uma PALHAÇADA!
No SUS eles recebem para só aparecer no trabalho em caso de fratura exposta e risco de morte. E no particular, que NÓS PAGAMOS CARO, simplesmente não existe o serviço!
Quando isso vai acabar?
Quando TODOS os envolvidos vão agir com responsabilidade?
ESPERAR com dor uma noite inteira é tortura!
O que esses PLANTONISTAS fazem quando recebem prá ficar em casa? No final de semana que é justamente quando mais acontecem acidentes.
Queria ver a reação deles chegando na Sta. Casa e tendo que esperar ATÉ AS 7H pelo colega plantonista enquanto o filho chora de dor!!!
Vamos criar vergonha na cara, pelo amor de Deus!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Deletando a escola

JOSÉ DE SOUZA MARTINS, SOCIÓLOGO, PROFESSOR EMÉRITO DA USP, É AUTOR DE A POLÍTICA DO BRASIL LÚMPEN, MÍSTICO (CONTEXTO 2011) - publicado em  estadão.com.br
É um enorme equívoco atribuir, na disciplina de português, a uma menina de 12 anos a tarefa "escolar" de entrar em sites de relacionamento, com pseudônimo, para atrair um pedófilo e com ele entabular conversação, ainda que sob supervisão dos pais. Essa desorientação pedagógica só não foi adiante porque encontrou uma barreira na própria criança e em sua mãe, que foram pedir explicações à diretora da escola. O caso torna-se, em si mesmo, menos grave do que parece porque foi sugerida pela professora, por escrito, a supervisão dos pais. Eles poderiam decidir, portanto, contra a proposta, como decidiram. A proposta continha essa cautela, sabendo a professora que entrava em terreno de risco e dúvida. Mas o alarma pôs em ação a rede de vigilância que nos cerca a todos, cada vez mais, e funciona menos no interesse da menor envolvida do que em função das metas próprias de tudo que é burocrático nas agências de controle social. Nesta altura, aquela específica criança já não tem a menor importância. Começa aí a lenta agonia de todos, sobretudo a dela própria, nas complicadas investigações que já começaram e levarão a lugar nenhum, quando muito ao ponto de partida, o erro da opção pedagógica. Nos velhos tempos da escola risonha e franca, isso teria sido resolvido com uma advertência.
No entanto, o caso de São Carlos evidencia mais um componente da crise da escola e não especificamente daquela escola e daquela professora. A escola desautorizada nas tradições propriamente pedagógicas, no confronto das novas tecnologias que com ela disputam precedência e autoridade. A associação entre escola cada vez mais frágil e internet cada vez mais poderosa tem produzido deformações na educação, sob a fantasia do acesso fácil ao conhecimento respeitável. Tarefas escolares podem ser "cumpridas" mediante simples recortes e colagens, sem esforço intelectual do aprendiz e sem aprendizado. Já se disse que a internet aceita tudo. Pode ser um poderoso instrumento de educação, na difusão da informação, da arte, da literatura e da ciência. E pode ser um poderoso instrumento de perversão, até na fraude em relação aos deveres escolares e não apenas em relação ao episódio que motiva este comentário.
As tecnologias de comunicação instantânea tornaram-se acessíveis a qualquer um, tanto ao professor seguro quanto ao professor ingênuo, tanto ao aluno ancorado na estrutura da família quanto ao desprotegido. O computador pessoal, que revolucionou o acesso à informação e o cotidiano dos processos interativos, revoluciona, sim, a vida social, altera padrões de sociabilidade, aniquila valores sociais e inaugura valores invasivos, permanentemente provisórios. Essa a grande e complicada mudança. Os valores consolidados pela longa duração da vivência social vão sendo substituídos por valores de ocasião. Os relacionamentos são descartáveis e deletáveis. O verossímil está ocupando o lugar do verdadeiro. O computador tornou-se meio de violência contra nossa já precária concepção de liberdade e de direito, mesmo que seja também um meio de afirmação de nosso direito à opinião própria.
O computador torna obsoleta a velha pedagogia voltada para o primado do bem comum, do direito regulado pelo dever em relação a pessoas de carne, osso e sentimentos. Ele facilita a vida, mas também suprime a alteridade que nos ensina a nos reconhecermos no outro. Somos agora os filhos da solidão profunda que há na alteridade virtual e falsa. De certo modo, está morrendo aquele que nos diz quem somos.
O problema ocorrido em São Carlos nos fala da docente parcialmente privada das referências de um temor preventivo e de segurança, na cautela tão necessária em relação ao desconhecido, ao incerto e não sabido. O caso expõe a desatenção quanto ao que vem antes e depois. Temos visto dolorosos e trágicos episódios de invasão desse território especial do encontro de gerações, que é a escola, pelo imaginário sem referências sociais concretas. Nele não há nem mesmo distinção entre vida e morte, como se viu no caso recente de São Caetano, o de um menino que atirou na professora e descobrindo ali, aterrorizado, que a arma pode matar, matou-se.
Estamos em face do achatamento cultural que há na privação de consciência crítica, na homogeneidade forjada, que suprime a consciência dos perigos reais da promiscuidade viabilizada pela supressão das barreiras protetivas que definem o que é próprio e impróprio. A professora equivocada é ao mesmo tempo vítima dessa nova cultura de falsas equivalências, que embaralha no livre acesso o louvável e o condenável, que deleta o real mediante um simples toque de tecla.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Dia Mundial para a Prevenção do Abuso e da Violência Contra as Crianças e Adolescentes

Depois de 10 anos, o Dia Mundial para a Prevenção do Abuso e da Violência Contra as Crianças e Adolescentes, criado pela WWSF e comemorado todo 19 de novembro, convoca uma coalizão de atores e parceiros internacionais para a campanha de 19 Dias de Ativismo.
De 1 a 19 de novembro, todos os parceiros estão marcando o Dia Mundial com atividades locais ou nacionais, mencionando o Dia Mundial em suas publicações e em seus portais na Internet, assim como distribuindo cartazes, programas educativos e informações, além de criar vínculos com outras associações locais de promoção e de proteção dos direitos da criança.
A meta é transformar a sociedade para mobilizar os agentes de prevenção, a fim de criar consciência e apoio de todos na busca das melhores medidas de prevenção nacional, regional e internacional.
Participe.
Publique no seu blog, no twitter, no face, onde vc puder.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Mensagem da Quarta

"Um dos piores flagelos da humanidade é a intolerância, filha do orgulho, que faz com que nos sintamos melhores, mais aptos e mais inteligentes do que os outros.
A intolerância sempre se volta contra o mais humilde, o mais simples, o aparentemente menos capaz.
Que faz o orgulhoso, quando conclui que seus interlocutores não lhes chegam à altura, quando seus familiares, colegas ou subordinados lhe parecem sem recursos, diante da sua presumível alta capacidade e desempenho?
Humilha, ri ou enraivece-se e exige que todos lhes sigam os pensamentos, as atitudes, que no seu julgar egoísta lhe parecem sempre os mais certos.
Quem lhe garante essa suposta supremacia, essa superioridade? A vaidade, irmã do orgulho.
Achar-se o melhor envaidece a alma menos consciente da sua igualdade perante os semelhantes e da sua pequenez perante Deus.
A cegueira que o intolerante tem é percebida por todos, menos por ele mesmo. E como, quase sempre, o egoísmo e a intolerância andam de mãos dadas, ele nada aceita, não cede, o que lhe pareceria um ato de subordinação.
Mas, pensemos, nós que já fomos ou ainda somos assim, que Jesus, o maior de todos os Espíritos iluminados que desceram a esta Terra para nos esclarecer, nos trazer o verdadeiro sentido de ser, foi também o  mais humilde, mais tolerante, mais benigno, que tudo suportou, tendo a capacidade de, por um gesto, aniquilar, neutralizar seus contendores.
No entanto, Ele nada fez, que pudesse ferir ou magoar, pois sua superioridade verdadeira de nada disso precisava.
E nós, filhos de Deus em início de jornada, achamos que somos maiores e melhores que nossos irmãos, não suportando nada que não seja condizente com o nosso querer, com o nosso pensar.
Ainda temos muito, muito a aprender. E as lições são de acordo com nosso desenvolvimento, passo a passo, como pequenos que trilham seu período de aprendizado, obediente aos mestres, fazendo suas lições, cada vez mais difíceis.
A intolerância, devemos combater com humildade, com fé fervorosa no porvir, acreditando que a vida que nos cabe é a melhor para nós, de acordo com as programações divinas, sentindo a igualdade com todos os seres que convivemos, em qualquer lugar, no lar, no trabalho, nas amizades e no aprendizado da palavra do Cristo.
Sigamos, irmanados e sempre compreendendo que nós, humanos, somos todos iguais, apenas mais ou menos adiantados nas séries, desta grande escola que é o viver.
Amigos queridos, amparemo-nos uns aos outros e agradeçamos sempre a Deus, pelas oportunidades sublimes e pelas chances constantes que temos, para que não tropecemos nas pedras do caminho e para que possamos galgar os degraus da escada que nos levará ao mais alto.
Paz a todos e continuem sempre perseverando e ao cair, levantem-se novamente, ao errar peçam perdão humildemente e recomecem a lição." 
Psicografada por médium na Casa do Caminho

sábado, 1 de outubro de 2011

Acompanhada de mim


Acostumada a risadas, filhos à partir das 6h30, telefone, computador ligado às redes sociais, hoje estou só.
Não, na verdade estou comigo, coisa rara no meu dia a dia. Só porque esse não é o universo que almejo.
Só sei viver em grupo.
Penso melhor conversando com alguém.
Se triste, preciso dos filhos, da família e dos amigos.
Alegre, coisa mais freqüente, preciso deles e do mundo.
Só que hoje, agora à noite, é um prazer não ter ninguém nem perto. Não precisar falar nem ouvir.
Sei lá quem. Nem sei também porque.
Silêncio, nem a pau! Aí já é demais.
Na TV, o show do Skank me leva para o alegretto e me dá vontade de escrever. Foi a relação deles com a platéia do Rock in Rio que me animou a dividir essas horas sozinha.
Coisa rara.
Mas tá uma delícia.
De verdade.
Nunca pensei que acharia tão bom não ter alguém por perto.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Felicidade?

Tem dias que, ao sair da cama, a gente se sente feliz.
Sem saber porque.
É o coração que parece bater mais...as músicas aparecem facilmente, vindas lá do baúzão da memória. E dá vontade de cantar.
Não é paixonite, não. rssss Seria até bom que fosse. Mas essa alegria, essa felicidade que acordou hoje, comigo, não tem porções de ansiedade, de dúvidas, de expectativas. Ela está em estado puro. Acho!
Já tive esse despertar em outros dias mas, só hoje percebi como ele é "resistente" e solitário.
É, solitário mesmo! Ninguém, aparentemente, o provocou. Não preciso compartilhar para prorrogar essa sensação.
O que eu queria mesmo, era conhecer sua origem. Lembrar de onde a felicidade partiu para voltar mais vezes lá. Para buscar essa emoção com maior frequencia.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Casa Arrumada

Casa Arrumada
Carlos Drummond de Andrade (1902-1987)

Casa arrumada  é assim:
Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa
entrada de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um
cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os
móveis, afofando as almofadas...
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo:
Aqui tem vida...
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras
e os enfeites brincam de trocar de lugar.
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições
fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante,
passaporte e vela de aniversário, tudo junto...
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos...
Netos, pros vizinhos...
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca
ou namora a qualquer hora do dia.
Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.
Arrume a sua casa todos os dias...
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela...
E reconhecer nela o seu lugar.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Decisão de juiz

Passamos, recentemente, por uma situação parecida. Por uma das irmãs Maria, ser micro empresária, tivemos que pagar todas as taxas e impostos do inventário do meu pai, falecido. Nem ela, nem as outras 2 Marias tinham condições de pagar por tudo. Por isso mesmo, a advogada está até hoje sem receber seus honorários. Aguarda a venda da casa, único bem do pai dentista e da mãe professora, para receber por seu trabalho.

Um menino pobre perdeu o pai, marceneiro, num atropelamento de moto. Ajuizou ação de indenização contra o atropelador, pedindo pensão de um salário mínimo por mês. Em primeira instância, o juiz negou a justiça gratuita, por achar que o advogado constituído seria prova de condições de arcar com as custas.


Então, o desembargador proferiu seu voto no Agravo, e então tive de volta minha esperança que, apesar de tudo, ainda existem pessoas que realmente valem a pena neste mundo, mesmo quando têm o poder em suas mãos.

Acho que vale a pena perder alguns minutos para ler o que decidiu o relator, pois aí sim podemos ter esperança em algum futuro melhor:

“É o relatório.
Que sorte a sua, menino, depois do azar de perder o pai e ter sido vitimado por um filho de coração duro - ou sem ele -, com o indeferimento da gratuidade que você perseguia. Um dedo de sorte apenas, é verdade, mas de sorte rara, que a loteria do distribuidor, perversa por natureza, não costuma proporcionar. Fez caber a mim, com efeito, filho de marceneiro como você, a missão de reavaliar a sua fortuna.
 
Aquela para mim maior, aliás, pelo meu pai - por Deus ainda vivente e trabalhador - legada, olha-me agora. É uma plaina manual feita por ele em paubrasil, e que, aparentemente enfeitando o meu gabinete de trabalho, a rigor diuturnamente avisa quem sou, de onde vim e com que cuidado extremo, cuidado de artesão marceneiro, devo tratar as pessoas que me vêm a julgamento disfarçados de autos processuais, tantos são os que nestes vêem apenas papel repetido. É uma plaina que faz lembrar, sobretudo, meus caros dias de menino, em que trabalhei com meu pai e tantos outros marceneiros como ele, derretendo cola coqueiro - que nem existe mais - num velho fogão a gravetos que nunca faltavam na oficina de marcenaria em que cresci; fogão cheiroso da queima da madeira e do pão com manteiga, ali tostado no paralelo da faina menina.
 
Desde esses dias, que você menino desafortunadamente não terá, eu hauri a certeza de que os marceneiros não são ricos não, de dinheiro ao menos. São os marceneiros nesta Terra até hoje, menino saiba, como aquele José, pai do menino Deus, que até o julgador singular deveria saber quem é.
 
O seu pai, menino, desses marceneiros era. Foi atropelado na volta a pé do trabalho, o que, nesses dias em que qualquer um é motorizado, já é sinal de pobreza bastante. E se tornava para descansar em casa posta no Conjunto Habitacional Monte Castelo, no castelo somente em nome habitava, sinal de pobreza exuberante.
Claro como a luz, igualmente, é o fato de que você, menino, no pedir pensão de apenas um salário mínimo, pede não mais que para comer. Logo, para quem quer e consegue ver nas aplainadas entrelinhas da sua vida, o que você nela tem de sobra, menino, é a fome não saciada dos pobres.
 
Por conseguinte um deles é, e não deixa de sê-lo, saiba mais uma vez, nem por estar contando com defensor particular. O ser filho de marceneiro me ensinou inclusive a não ver nesse detalhe um sinal de riqueza do cliente; antes e ao revés a nele divisar um gesto de pureza do causídico. Tantas, deveras, foram as causas pobres que patrocinei quando advogava, em troca quase sempre de nada, ou, em certa feita, como me lembro com a boca cheia d'água, de um prato de alvas balas de coco, verba honorária em riqueza jamais superada pelo lúdico e inesquecível prazer que me proporcionou.
 
Ademais, onde está escrito que pobre que se preza deve procurar somente os advogados dos pobres para defendê-lo? Quiçá no livro grosso dos preconceitos...
Enfim, menino, tudo isso é para dizer que você merece sim a gratuidade, em razão da pobreza que, no seu caso, grita a plenos pulmões para quem quer e consegue ouvir.
Fica este seu agravo de instrumento então provido; mantida fica, agora com ares de definitiva, a antecipação da tutela recursal.
 
É como marceneiro que voto.
JOSÉ LUIZ PALMA BISSON - Relator Sorteado”
Se alguém tiver dúvida sobre a originalidade do processo, aqui está o voto, devidamente caracterizado:
Com isso, minha semana fica mais feliz, por saber que alguém que tem o comando ainda pode nos dar esperanças.